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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A imponderabilidade do AGORA

O Agora é o único tempo que existe. O Agora é eterno.

Se nossa mente coloca-se no passado ou no futuro, nós nos desligamos da Consciência Divina e perdemos o contato com o Infinito.

Imagine um disco rodando. O centro dele está sempre no mesmo lugar, enquanto que qualquer outro ponto, movimenta-se. Se há movimento, há mudança; ou seja, esse ponto passa a ser relativo e não absoluto.

O único lugar absoluto no disco é o centro. O Universo é Absoluto, portanto para estarmos conectados com a Divindade, precisamos estar centrados. Mas o que é exatamente estar centrado ?

Estarmos centrados significa estarmos vivendo o Agora. Se estamos com as nossas mentes posicionadas no passado ou no futuro, ou seja, se estamos lembrando, relembrando e remoendo fatos passados ou se estamos ocupados e preocupados com o futuro, estamos fora do centro.

Estar centrado significa estar com a mente vazia e vivendo o momento atual. Assim, ao surgir qualquer situação a ser resolvida, a Consciência Divina poderá nos orientar pois estaremos abertos e conectados ao momentum do Universo.

Estar no centro é estar no nada, é ser imponderável, é não poder ser medido. Um ponto não tem dimensão, ou seja, não tem altura, não tem largura nem profundidade. Se estamos fora do centro passamos a ter distância e perdemos a imponderabilidade. 

No simbolo do Tao,o Tei-Gi, o único lugar que não é Yin nem Yang é o centro.

No Tao Te Ching, Livro do Caminho e da Virtude, escrito por Lao Tsé cerca de 600 anos A.C., constam os seguintes versos no Cap. 11 :

Trinta raios convergem para o meio de uma roda
Mas é o buraco em que vai entrar o eixo que a torna útil.

Molda-se o barro para fazer um vaso;
É o espaço dentro dele que o torna útil.

Fazem-se portas e janelas para um quarto;
São os buracos que o tornam útil.

Por isso, a vantagem do que está lá
Assenta exclusivamente
na utilidade do que lá não está.

Ao permanecer no vazio do Agora, somos úteis à nós mesmos, aos outros e ao Universo.

Estando fora do Agora, somos não-úteis.

Coloque-se no centro vivendo sempre o eterno Agora !

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

"Cara ou Coroa" versus "Yin ou Yang"



Os escudos foram as primeiras moedas cunhadas no Brasil com a imagem do rei em uma das faces; na outra, trazia as Armas da Coroa portuguesa. Desse uso originou-se a expressão popular CARA/COROA, para indicar os dois lados das moedas. http://www.bcb.gov.br/htms/album/p7.asp


Na atualidade, "Cara ou Coroa" virou nome de novela da Rede Globo, título e letra de música, jogo de lógica e outros.



No aspecto psicológico, representa a dualidade de uma situação ( quem já não ouviu a expressão "as duas faces de uma moeda" ? ). É a visão ocidental de que se eu estou certo, o outro está errado; se deu cara, não deu coroa; se é preto, não é branco.





Dualidade semelhante observamos no simbolismo do TAO; o Yin e o Yang representando a Cara e a Coroa. Neste caso, os aspectos duais são tridimensionais e dinâmicos, apesar de estarem representados numa imagem bidimensional. Ou seja, ao invés da dualidade ser representada por uma moeda - no caso do "Cara ou Coroa" - os aspectos duais do Tao são representados por um esfera em que o Yin e o Yang estão em constante movimento.





Mais que isso, observe que na parte Yin ( o lado escuro ) há uma parte Yang e na parte Yang ( o lado claro ) há uma parte Ying.


Isso caracteriza uma visão mais completa dos aspectos da vida.




Na lógica do "Cara ou Coroa", quando julgo outra pessoa, é porque ela é diferente de mim. Se sou "Cara", o outro é "Coroa"; sendo ela diferente de mim, posso fazer comparações e criticá-la.




Na lógica do "Yin ou Yang", sempre que percebo que o outro é diferente de mim, ao mesmo tempo percebo que aquele algo diferente do outro também está dentro de mim. Se sou Yin e julgo o outro como Yang, consigo perceber que tenho em mim um pouco - ou muito - do Yang.




Somente consigo ver no outro o que tenho dentro de mim. Se a outra pessoa está me afetando de alguma forma, devo analisar o que tenho dentro de mim que corresponde àquele aspecto.


Devo procurar o Yang do outro no meu Yin; o Yin do outro no meu Yang.



Da mesma forma, temos em nós os aspectos divinos do Criador e são esses aspectos de devemos - também - enchergar na outra pessoa, pois ela é da mesma natureza nossa : A Natureza Divina !


Devemos transcender os aspectos dualistas e buscarmos a Unidade; afinal, somos todos UM !