quinta-feira, 11 de junho de 2009

Você é prego ou tecla de piano?

Estamos aqui neste planeta para nos desenvolvermos e evoluirmos quando algo toca os nossos sentimentos

A questão é como somos tocados.

Se somos duros, insensíveis ou rígidos em nossos padrões, estamos agindo como pregos e precisamos da força de um ‘martelo’ para mudarmos. Esse ‘martelo’ são as dificuldades, as discussões, as brigas.

Por outro lado, se temos a sensibilidade de uma tecla de piano, não precisamos de um ‘martelo’, mas, sim, da delicadeza das mãos de um pianista, que nos toca suavemente.

Enquanto o prego e o martelo fazem barulho, se agridem e se machucam, o teclado e o pianista tocam – juntos – uma linda melodia, com harmonia, suavidade e beleza.

Podemos evoluir às marteladas ou sob o som do piano. Quem decide somos nós mesmos.

A evolução – em todos os níveis – é parte essencial da Vida e somos nós que decidimos como se dará essa evolução.

Algumas pessoas estão viciadas em brigas e discussões. Foram ‘prego’ por tanto tempo na vida que têm dificuldade em perceber outra forma de evolução.

Ser ‘tecla de piano’ também não é simples. Exige a decisão de mudar sem sofrer; exige a auto-observação; exige o autoconhecimento; exige a percepção de que tudo o que está fora é um simples reflexo do que está dentro de nós.

A metamorfose de ‘prego’ para ‘tecla de piano’ se dá na medida em que encaramos as dificuldades como oportunidades para o nosso crescimento.

Se somos duros como pregos, a Vida percebe isso e age como martelo.

Se somos suaves como as teclas de um piano, a Vida também percebe isso e age como um pianista.

Você escolhe o que quer ser, e a Vida age conforme a sua escolha.

Que som você quer ouvir como fundo musical da sua evolução ?


( Texto desenvolvido a partir de conceito de Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-No-Ie )

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Vôo 447 – O que cremos, realiza-se.

‘Pesquei’ declarações na internet sobre o sistema de crenças de alguns passageiros do vôo 447, que caiu no Oceano Atlântico esta semana, no dia 31 de Maio de 2009.

Entre os relatos de familiares encontramos 2 em que os familiares contam que marido e mulher voavam sempre em vôos separados para o caso de um deles sofrer acidente aéreo, o outro poder cuidar da família.

No outro caso, o maestro Silvio Barbato brincava que ia sumir ao invés de envelhecer. Sumiu.

Seja-te feito conforme creste, já anunciava o mestre Jesus.

Quase nunca percebemos que o nosso sistema de crenças gera o nosso futuro. Somos deuses, com o poder de criar o nosso universo particular.

O que nos acontece hoje é resultado de nossas crenças de ontem.

O que pensamos, falamos, cremos e como agimos hoje é a base da criação de nosso amanhã.

Às vezes brincamos com as palavras em frases como “Se melhorar estraga !”, “Durma com um barulho desses !” e “O que não mata, engorda !” e não percebemos o quanto estamos influenciando a nossa vida futura com essas frases.

Manifesta-se em nossa volta o que reconhecemos.

O que plantamos é o que iremos colher, é a lei básica do agricultor.

As palavras ( faladas ou pensadas ) são como sementes do nosso futuro.

Seja um bom agricultor do seu futuro. Cultive positivamente as palavras e não permita que as ‘ervas daninhas’ do negativismo interfiram em sua ‘plantação’.

Separe – você mesmo – o joio do trigo.

Pense, fale, creia e aja de forma positiva e construtiva. O seu ‘eu de amanhã’ agradece.


Segue abaixo algumas das declarações de familiares de passageiros do vôo 447 :


http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI75658-15227,00-NAO+ESTOU+CONSEGUINDO+ACEITAR.html em 02/06/2009
Declaração de Antonella Pareschi, namorada do maestro Sílvio Barbato, um dos passageiros do vôo 447 :
“- Ele sempre brincava que nunca ia ficar velho, que ia sumir.”


http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1179510-5602,00-FAMILIA+SUECA+QUE+TEMIA+ACIDENTES+VIAJOU+EM+VOOS+DIFERENTES.html em 02/06/2009
Por temor de desastres aéreos, a sueca Christine Badre Schnabl e o marido sempre embarcavam em vôos diferentes quando viajavam com os dois filhos do casal. Ela, juntamente com o filho Philipe, 5 anos de idade, eram passageiros do vôo 447.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u575663.shtml
Também por temor de desastres aéreos, O empresário Jean-Claude Lozouet e sua esposa evitavam pegar o mesmo vôo, temendo a possibilidade de um desastre. "Ela chegou na quinta-feira [28]", contou Philippe Lozouet, 23 anos.

domingo, 24 de maio de 2009

Amor de mãe: um vício adquirido

Como é fácil nos viciarmos no amor de mãe. Ele acolhe, protege e envolve nosso ser desde o momento da nossa concepção.

Sentimos ainda mais o amor da mãe quando nascemos e, gentilmente, deixamo-nos abraçar por esse laço carinhoso.

A primeira mamada é o vínculo afetivo inicial. A partir daí está feita a conexão. Tanto que muitas crianças que não têm esse toque dos lábios no seio materno, independente deles produzirem leite ou não, têm maior dificuldade de se sentirem amadas quando adultas.

Do ‘primo choro’ passa-se para a primeira mamada, para a primeira troca de fralda, para o primeiro banho, para o primeiro balançar no colo, para a primeira canção de ninar, para o primeiro carinho.

Viciamo-nos no amor da mãe, rápida e facilmente. E isso é muito bom. Precisamos dele para a nossa sobrevivência emocional.

As dificuldades da infância encontram alento no olhar, nas palavras, nas atitudes e no carinho da mãe.

Na adolescência sofremos, pois precisamos de um novo tipo de amor e é necessário soltarmo-nos das amarras do amor materno, tão arraigadas em nosso interior.

Se os pais, principalmente a mãe, oferecem apoio e liberdade nessa fase, esse processo é suavizado e o vazio da ‘separação’ é preenchido pelo amor da nova companhia.

Caso contrário, são muitas as situações decorrentes do apego:

- filhos casados que continuam ‘plugados’ emocionalmente na mãe;
- mães que continuam conectadas afetivamente nos filhos;
- filhos dependentes física, emocional e financeiramente dos pais;
- filhos que passam a ver no cônjuge ( ou em outra pessoa ) a figura da mãe;
- filhos que se afastam da família;
- filhos que têm dificuldades em seus relacionamentos conjugais.

Disso podem advir personalidades dependentes, carentes, inseguras, emotivas, superprotetoras, emocionalmente distantes e outros transtornos emocionais.

Internamente lutamos na tentativa de não nos afastarmos da imagem da mãe ao mesmo tempo em que queremos nos libertar. Essa dicotomia, no geral, é bastante inconsciente.

Alguns nunca conseguem cortar o cordão umbilical emocional cedo enquanto outros passam a vida, ou boa parte dela, tentando. Isso quando tomam consciência da dependência que têm da imagem da mãe.

Em função dessa dependência mascarada, pode haver transferência do vício afetivo para a comida, o cigarro, a bebida, o sexo e outras formas de compensação.

O vício ao amor materno é tão forte que, ao tomar consciência dessa interação emocional e iniciar o ‘corte efetivo – e afetivo - do cordão umbilical’, alguns chegam a ter uma crise de abstinência, com sintomas como : desorientação, dor de cabeça, falta de sono, sono excessivo, entre outros.

A desvinculação dessa união emocional é quase um novo parto e são normais recaídas, ou seja, o filho volta a sentir-se emocionalmente dependente da mãe; seja ela viva ou não, presente ou não.

Mas esse processo é necessário.

Precisamos ser pais e mães de nossos filhos e não eternos filhos de nossas mães. Por outro lado, a gratidão a elas é, incontestavelmente, necessária.

O amor de nossa mãe, que acaba nos viciando nele mesmo, é a nossa salvação; o nosso sustentáculo emocional; o nosso ‘modus vivendi’, o nosso triunfo.

O nosso amor por nossa mãe deve ser o reconhecimento disso.

Somos o que o amor de nossa mãe representa para nós, mas precisamos aprender a sermos nós mesmos.
Precisamos aprender a amar a nós mesmos como uma mãe ama o seu filho.