Como que numa inversão de 180º, a Endemol criou o jogo televisivo "Big Brother", onde a população assiste um grupo de confinados "jogando" entre sí, com o objetivo de ganhar o prêmio máximo do programa.
Big Brother, literalmente falando, significa Grande Irmão. Para quem gosta do programa televisivo, após algumas semanas de "espiadas", os confinados passam como que a fazer parte da família do telespectador, tamanha a intimidade que se cria no sentido telespectador -> confinado.
As pessoas votam, torcem, vibram, assistem, participam da vida de outras que, até então, nem sequer tinham idéia que existissem; os nossos Big Brothers e Big Sisters.
Mas, porque quem é BIG é o meu "Brother" e não eu ?
Eu deveria estar assistindo a mim mesmo diante de um espelho. Eu deveria estar olhando para o meu interior, para as minhas atitudes, para os meus pensamentos, para os meus relacionamentos.
Quem é Big sou Eu.
Tenho que parar de me "emparedar" e de me "eliminar".
Devo exaltar a mim mesmo; perceber as minhas qualidades; gostar de mim; ‘torcer’ para o meu sucesso; vibrar com as minhas vitórias; ser meu próprio líder.
Eu sou Big. Eu sou o meu melhor Brother ( ou Sister ).
Nesse emaranhado de emoções que vivo no dia-a-dia, preciso lembrar-me que sou o grande vitorioso. O Grande Prêmio é meu !
O Grande Prêmio é o autoconhecimento; a auto-percepção; o auto-aprimoramento.
Talvez o programa "Big Brother" permita um exercício de reflexão às pessoas que o assistam, mas nada tão profundo como "conhecer a si mesmo", como no ensinou Sócrates.
Conhece-te a tí mesmo; não com olhar crítico, desaprovador, destruidor ou eliminatório, mas com muito Amor.
Que Big Brother, nada. Quem vai ganhar essa prova sou eu, o Big Me !!!